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Os prefeitos ligados à Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) concluíram a votação para a escolha da nova diretoria da entidade nesta quarta-feira (23). A contagem de votos, contudo, não pode ser realizada por determinação da Justiça, já que há questionamento sobre a legalidade da convocação do pleito.
Conforme a AMM, 111 dos 142 prefeitos compareceram à urna nas duas datas de votação. O processo eleitoral havia sido iniciado no dia 16 de setembro, mas foi suspenso no início da tarde após a concessão de uma liminar pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
A decisão da desembargadora Marilsen Andrade Addario atende a pedido do prefeito de Nova Xavantina (645 km de Cuiabá), João Machado Neto (União), para a invalidação da alteração no estatuto da entidade, que permitiu a antecipação do pleito.
Quando a AMM foi notificada, 99 eleitores já tinham registrado voto e outros seis prefeitos aguardavam para votar. Conforme a determinação judicial, a urna foi lacrada, e não foi permitida a apuração dos votos ou a proclamação de resultado.
A eleição tem como único candidato o atual presidente da AMM, Hemerson Lourenço Máximo (União), conhecido como "Maninho".
Na última sexta-feira (18), o juízo da 11ª Vara Cível de Cuiabá autorizou a retomada do pleito. A decisão apontou que as medidas adotadas para a convocação e realização do pleito cumpriram as ordens judiciais. Além disso, determinou que a eleição seja retomada exclusivamente com a coleta de votos dos prefeitos que ainda não votaram.
A continuidade do pleito foi autorizada pelo desembargador Hélio Nishiyama, do TJMT, que acolheu recurso da entidade. Agora cabe à Justiça determinar os próximos passos do caso.
Autor: Gazeta Digital
Data:
25/09/2026