Domingo, 16 de Agosto de 2026 - 06:01:38

Risco alto para dengue continua em 7 regiões de Cuiabá

Ao todo, 10.929 imóveis foram inspecionados nos 27 estratos em que o município é dividido para o monitoramento

Crédito da Foto: Davi Valle

Sete regiões com alto risco, 18 com médio e apenas duas com risco baixo. O novo mapa de infestação do Aedes aegypti mostra que, apesar da melhora no indicador geral de Cuiabá, o mosquito continua disseminado pela maior parte da capital. Os maiores índices estão nas regiões do Nova Canaã, na região Norte, onde a infestação chega a 7%, e do Osmar Cabral, na região Sul, com 6,4%.

Os dados são do 2º Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) de 2026, realizado pela Secretaria Municipal de Saúde entre os dias 26 e 29 de maio. Ao todo, 10.929 imóveis foram inspecionados nos 27 estratos em que o município é dividido para o monitoramento.

Os dados também mostram que a maior parte dos criadouros está relacionada a recipientes encontrados dentro ou no entorno dos próprios imóveis. Depósitos de água ao nível do solo, como barris e caixas dágua baixas, responderam por 36,9% dos focos identificados. O lixo urbano aparece como o segundo principal problema, concentrando 27,6% dos focos. Na sequência estão os depósitos móveis, como vasos de plantas, pratinhos e bebedouros, responsáveis por 21%.

O Índice de Infestação Predial (IIP) geral ficou em 3,4%, colocando Cuiabá na classificação de médio risco. O resultado representa uma melhora em relação ao primeiro levantamento do ano, quando a capital estava enquadrada como de alto risco. A redução, porém, não ocorreu de forma uniforme: sete dos 27 estratos, o equivalente a 25,9%, continuam com índice superior a 3,9% e, portanto, em situação de alto risco.

O pior cenário está na Região Norte. O Estrato 26 atingiu IIP de 7% e engloba, além do Nova Canaã, os bairros Residencial Paraná, Três Barras, Colina Verde, Jardim Umuarama, Altos da Glória e 1º de Março. Na Região Sul, o Estrato 2 aparece logo atrás, com infestação de 6,4%. A área reúne Osmar Cabral, São Francisco, Jardim Passaredo, Lagoa Azul, Primor das Torres e Parque Mariana, além de outros residenciais e condomínios.

Outro ponto de atenção está na Região Leste. O Estrato 10 apresentou índice de 5,9% e abrange bairros como Dom Aquino, Poção, Bandeirantes, Jardim Paulista e Lixeira.

Na outra ponta do levantamento, somente dois estratos, localizados nas regiões da Guia e Sucuri, registraram índice inferior a 1% e foram classificados como de baixo risco.

Outros 18, ou 66,7% dos setores pesquisados, ficaram na faixa de médio risco.



Autor: Gazeta Digital
Data: 16/08/2026