Sexta-Feira, 17 de Abril de 2026 - 22:52:43

Terapia Florestal retoma vivências na Chapada em fevereiro deste ano

A proposta se diferencia do turismo tradicional ao priorizar menos trilhas, menos esforço físico e mais imersão sensorial, espiritualidade e conexão profunda com a natureza

Crédito da Foto: Acervo pessoal

Uma forma diferente e sensorial de vivenciar o turismo em meio à natureza será retomada a partir de fevereiro deste ano em Mato Grosso. A prática do banho de florestas e natureza, já desenvolvida anteriormente na região, volta a integrar o calendário de atividades conduzidas pela guia de Terapia Florestal e Natureza Natally Boeborora, profissional com quase 30 anos de atuação no turismo e certificação internacional.

A proposta se diferencia do turismo tradicional ao priorizar menos trilhas, menos esforço físico e mais imersão sensorial, espiritualidade e conexão profunda com a natureza. As vivências acontecem em ambientes naturais da região de Chapada dos Guimarães e são abertas a pessoas de todas as idades, sem necessidade de preparo físico ou experiência prévia.

Baseada em estudos iniciados na década de 1980, a Terapia Florestal — também conhecida como banho de floresta — utiliza a natureza como elemento central do processo terapêutico. Durante as sessões, os participantes são conduzidos por dinâmicas que estimulam os sentidos, promovendo benefícios físicos, emocionais e mentais, já reconhecidos por pesquisas científicas.

De acordo com Natally, a essência da experiência está na presença e na escuta do ambiente:

“Quando eu faço uma sessão de terapia florestal ou banho de floresta, o objetivo é estar na floresta, estar na natureza. A gente não fica fazendo trilhas longas. Eu oriento dinâmicas para estimular os sentidos, para que as pessoas se sintam tranquilas e comecem a perceber os benefícios.”

Ela destaca ainda que a prática é acessível e respeita o ritmo individual de cada participante:

“É uma terapia realizada na natureza, criada para trazer saúde física e bem-estar. Não tem contraindicação, não precisa de conhecimento nenhum. Basta a pessoa querer. A conexão pode chegar a níveis mais profundos, inclusive espirituais, de acordo com cada pessoa.”

As vivências podem ocorrer em grupos reduzidos, com ou sem caminhada, e dialogam com um novo conceito de turismo, mais consciente, menos consumista e voltado ao cuidado integral do ser humano.



Autor: Alo Chapada
Data: 15/01/2026